domingo, 2 de junho de 2013

Gendai



O Gendai foi inaugurado em 1992 no Shopping Morumbi com uma proposta pioneira de uma loja de produtos japoneses fora do circuito comercial da Liberdade, onde um "sushi bar" ganhava destaque junto aos molhos orientais, bebidas importadas, utensílios de cozinha japonesa e outros produtos desta tradicional culinária.
Em 1994 foi concebido no mesmo shopping um fast-food de comida típica japonesa com aceitação imediata pelo público, devido a união de fatores que o novo conceito continha: agilidade no atendimento, preços acessíveis e qualidade.
A rede se expandiu com lojas próprias e a partir de 1996 adotou o sistema de franquia sendo desde então associada a ABF - Associação Brasileira de Franquia. Atualmente contamos com lojas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Ceará e Mato Grosso do Sul, e em breve em outros estados do país.


fast-food brasileiro formatado em "centro gastronômico" japonês

Dentre as diversas opções "gastronômicas" do shopping, o Gendai é única loja ofertante da "típica culinária japonesa". No cardápio (de preço bem salgado!) há uma "infinidade" de iguarias orientais: sushis, temakis, teishokus, gunka makis, e etc. (na verdade, há só isso mesmo). Tudo é servido quase que imediatamente após o pedido do cliente, o que seria impossível tratando-se da delicadeza que cada prato exige em seu preparo. Como todo bom fast-food, tem que ser servido assim mesmo: funcionários correndo para aquecer o pedido que está congelado, processado, e já temperado e pronto para ser servido - deliciosos "peixes frescos", os condimentos produzidos "naturalmente", temperos "importados do Japão", e etc. Basta sentar-se por alguns minutos e convencer-se de que a culinária japonesa não é uma "tendência" para a grande maioria dos consumidores. E não poderia ser diferente. Observem o primeiro parágrafo extraído do site http://www.gendai.com.br/ e tire suas conclusões sobre o discurso de desapropriação dos diretos dos Sushi Bars do tradicional bairro da Liberdade na cidade de São Paulo! Acabar com uma tradição gastronômica apenas para aplacar a curiosidade das massas famintas pela experimentação de pratos exóticos não é uma boa alternativa, a não ser, para formar mais hiperconsumidores de novidades.

Público-alvo: típicos consumidores de fast-food-exótico (não apreciadores da gastronomia japonesa), e devido ao alto custo dos serviços, são de exclusividade das "classes" "A" e "B". 
Ideologias: 1. hiperconsumo voltado às novidades, variedades de produtos alimentícios de fácil consumo (geralmente são produtos de baixa qualidade). 
Linguagem verbal: cardápio, exposição de valores (banners eletrônicos contendo preços), patrocinadores, e  prestadores de serviços (distribuição e cobrança).
Linguagem não-verbal: banners eletrônicos (paisagens japonesas, pratos típicos, pessoas e costumes) e uniformes específicos (sushi bar).







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